Quadro da Natureza


Saí para ver o mar e mais uma vez seu encanto me inspirou. O mar me acalma, me fascina e me faz lembrar de um ser maior que cuida amorosamente de cada um de nós.

Observando o céu e o mar no ponto em que eles se encontram, temos a impressão de que fundem-se, formando um belo quadro da natureza. Um quadro com vida no qual o sol e o vento, participam ativamente desse concerto maravilhoso em que o "Divino Maestro", em sinfonia de amor, se expressa saudando a Humanidade. É nesse ambiente que os quatro elementos: sol, ar, terra e mar, participam da harmonia universal. Diante do mar, é possível meditar e orar, absorvendo as melhores energias. Olhando o verde das águas, o azul do céu e o vai e vem das ondas, podemos entrar em total estado de relaxamento, propiciando um bem-estar inigualável. Nesse estado, elevemos nossas preces ao criador, pensemos no melhor para nós e para a humanidade e sentiremos as melhores vibrações oriundas dos elementos presentes neste cenário.

Somos parte desse manancial de forças criadoras e talvez por essa razão, nos sintamos tão bem em contato com ele. A nossa origem se perde na noite dos tempos, como nos diz o Espírito André Luiz no livro Missionários da Luz. "O corpo terreno é também um patrimônio herdado há milênios e que a Humanidade vem aperfeiçoando, através dos séculos. O plasma, sublime construção efetuada ao influxo divino, com água do mar, nas épocas primitivas, é o fundamento primordial das organizações fisiológicas. Em voltando à Crosta, temos de aproveitar-lhe a herança, mais ou menos evolvida no corpo humano.

A essa altura das elucidações surpreendentes para mim, Alexandre, depois de ligeiro intervalo, continuou:
- Por isso mesmo, não desconhece você que, enquanto nos movimentamos na esfera da carne, somos criaturas marinhas respirando em terra firme. No processo vulgar de alimentação, não podemos prescindir do sal; nosso mecanismo fisiológico, a rigor, se constitui de sessenta por cento de água salgada, cuja composição é quase idêntica à do mar, constante dos sais de sódio, de cálcio, de potássio. Encontra-se, na esfera de atividade fisiológica do homem reencarnado, o sabor do sal no sangue, no suor, nas lágrimas, nas secreções. Os corpúsculos aclimatados nos mares mais quentes viveriam à vontade no liquido orgânico. Há verdadeiras surpresas de comparação analógica que poderíamos efetuar neste sentido".



Texto escrito em 11 de janeiro de 2009

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