As crianças do Hospital São Marcos

Minha netinha Emmanuely, já está na fase de manutenção de seu tratamento, em que, semanalmente, recebe a aplicação de uma injeção. Para tanto, se faz necessário que toda terça-feira nos encaminhemos à Teresina, para que o procedimento seja realizado na quarta-feira. Assim será, até que a médica mude a prescrição e elasteça o prazo de retorno e, até que a alta seja dada.

Nossa caminhada teve início no mês de maio quando Emmanuely foi diagnosticada com leucemia e, de lá pra cá, não da pra contar quantas idas e vindas de todos nós foi realizada à Teresina por Emmanuely. Mas, o mais importante é que, tudo está bem com ela. 

Depois da temporada em que esteve internada e retornou para casa, quando se falava em viajar para Teresina, Emmanuely logo dizia: “eu não quero ir pra Teresina” e começava a chorar. Creio que ela não entendia porque ninguém lhe dava ouvidos e seguia viagem. Hoje, mais adaptada ao tratamento, ela já não chora. Viaja alegre, mesmo sabendo que vai a tratamento. Apesar da adaptação, ela ainda reluta quando chega frente ao hospital, sempre diz: “não quero ir pro hospital não” e, como sempre, ninguém lhe da ouvidos. Apenas recebe a explicação de que é para o seu bem.

Ao chegar à sala da quimioterapia, o quadro é chocante, pelas presenças que lá se encontram. Inúmeras crianças, tão pequenas e tão sofridas, acompanhadas da mãe (em sua maioria), ou pai. Todas elas, a espera da medicação que vai lhes garantir a cura e a libertação de tal sofrimento. Muitas dessas crianças, já retornaram à pátria espiritual, algumas delas, chegamos a conhecer.

Enquanto crianças e familiares lutam para vencer tal doença, a equipe de profissionais do São Marcos não descansa. Sempre a postos, solícitos, fraternos, ajudando a carregar a dor de todos que ali chegam em busca do bálsamo aliviador de suas dores.

Deus abençoe a todos!

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