Folclore sobre Gandhi
Numa das suas habituais viagens a
Londres, o célebre Mahatma Gandhi
deteve-se, oportunamente, no Aeroporto, a observar os objetos expostos, ricos e
agradáveis aos olhos. Demorava-se a examiná-los e sorria de prazer. Preocupado
com aquela atitude inabitual no homem que renunciara a todas as coisas do
mundo, um membro da comitiva inglesa acercou-se-lhe, esclarecendo:
_ Se o
Mahatma tem interesse por algum desses objetos, teremos o prazer de, em nome de
Sua Majestade, oferecer-lhe, o que nos constituirá uma honra.
O nobre
missionário, que se havia encontrado consigo mesmo, sem desdém nem desprezo
respondeu, sorrindo:
_ Estou feliz ao olhá-los, e verificar quanta coisa eu já
não necessito.
Quando se adquire maturidade
psicológica, embora se preservem bens materiais, valorizam-se mais aqueles que são do Espírito, da realidade
perene.
O que se possui de mais precioso
é a oportunidade existencial, pois que ela enseja todas as outras ocorrências e
conquistas, permanecendo como patrimônio inalienável do ser no seu percurso
evolutivo.
Ao ver essa narrativa sobre Gandhi, fico a pensar quão estou distante dessa sabedoria. Ainda me prende a visão, determinados objetos de adorno e seu uso. Sou meio cigana e gosto de usar jóias ou bijouterias. Às vezes até exagero na dose, ao usar pulseiras e anéis, mas, não quer isso dizer que me sinta superior a ninguém por esse fato. Apenas uma vaidade que persiste em permanecer.
Gandhi já trilhou a estrada do amor e da sabedoria e já se libertou do apego aos bens terrenos, conforme exemplificou em sua passagem entre nós. De minha parte, estou iniciando, assim creio, um aprendizado onde, amor, sabedoria e desapego, ainda são lições não internalizadas, mas, espero que com a repetência elas se tornem parte de mim.
A Lei Divina, com certeza, está cuidando de que todos nós, um dia, sejamos anjos.
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