Por que falar de bullying?

No domingo, 25 de agosto de 2019, participei do II Simpósio da Juventude, realizado no Centro Espírita Caridade e Fé, com a incumbência de falar sobre – Consequências das ideias e ações dos jovens. Em uma dinâmica que realizamos, ouvimos de um jovem o relato de uma vivência na juventude, onde em grupo, deliberadamente, faziam piadas com um dos membros do grupo. Cada um seguiu o curso da vida e, passado alguns anos, um reencontro entre dois membros desse grupo, revelou uma situação desagradável que se originou nas brincadeiras realizadas. O jovem alvo das piadas, guardava profunda mágoa de todos os “amigos” da época e recusou a retomada da amizade. Felizmente, o grupo se reuniu e tomou a decisão de procurar o jovem e reatar a amizade, reconhecendo o comportamento inadequado. Por que estou me reportando a esse fato?

Uma reportagem veiculada dia 28 de agosto, chamou a minha atenção e me fez relembrar o relato do jovem. Idoso, vítima de bullying na juventude, reencontra turma do colégio 50 anos depois e mata colega que o perseguia. Fiquei chocada! Como que uma situação vivenciada a mais de 50 anos pode gerar uma resposta tão agressiva?

Sem comentar a motivação do idoso, busquemos compreender como se dá a prática do bullying, para percebermos se não estamos fazendo uso dessa prática em nossas relações.

Quem pratica bullying não o faz sem querer. Observa comportamentos, descobre fragilidades e, em cima dessas informações passa a perseguir provocando medo, humilhação e constrangimento. E, geralmente, a pessoa que é alvo dessas ações, por ser tímida e calada, dificilmente relata a agressão. O Bullying tem suas bases fincadas na intolerância e no desrespeito às diferenças.

Outra prática que está surgindo em nossos dias é a do Cyberbullying, realizada em sua maioria, por jovens, na forma de rumores ou mensagens ofensivas compartilhados nas redes sociais e plataformas digitais. Essa prática é mais agressiva, pois, expõe a criatura fora do seu ciclo de amizade e, por onde anda, é surpreendido pelos comentários em torno do conteúdo postado.

Vale a pena rever nossas atitudes, sempre que façamos parte de um grupo em nossas relações de amizade. O que dizemos, o que fazemos ao outro, para nós pode não ter nenhum significado, mas, para o outro, que sofre com o nosso comportamento, as sequelas poderão acompanhá-lo por toda a vida. O que vai determinar seu comportamento de vingança ou de perdão será o aprendizado que tenha conseguido absorver da vida.

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