Por que brincar de Charlie Charlie não é legal
Um fato que chamou a atenção da população da cidade de Buriti dos Lopes, na quinta-feira, 3 de outubro de 2019, motivou esse post, no intuito de levar algum esclarecimento sobre o ocorrido.
Segundo divulgado pela imprensa, quatro jovens com idades entre 13 e 14 anos, alunos da Unidade Escolar Municipal Maria Teresa de Castro, manifestaram comportamento estranho, onde as adolescentes gritavam e se debatiam, levando pânico aos demais alunos e professores. A crise teria surgido em meio ao jogo chamado “Charlie Charlie” realizado por grupos de estudantes. Uma unidade do SAMU, ambulâncias do município e Polícia Militar compareceram ao local, encaminhando as jovens para atendimento no Hospital Estadual Mariano Lucas de Sousa.
O jogo Charlie Charlie, assim como, brincadeira de copos ou de chaves, são práticas conhecidas e utilizadas por jovens que desconhecem a realidade espiritual, se aventurando na evocação de entidades frívolas, que após firmado o contato, assumem o controle da brincadeira, provocando perturbações de naturezas diversas no grupo, levando, inclusive, o jovem à prática do suicídio. Portadores da faculdade mediúnica, alguns jovens sintonizam e se vinculam a essas entidades, que desejam controlar o grupo. A energia de tais seres provocam desequilíbrio nos jovens que, desconhecendo o processo mediúnico se entregam favorecendo a manifestações ruidosas, violentas, tais as que ocorreram na escola citada. Esse tipo de manifestação vem ocorrendo em escolas de vários municípios do Piauí e de outros Estados do país.
Os jovens precisam ser alertados quanto ao perigo dessas práticas, a partir de informações sérias que irão esclarecer que o contato com o mundo espiritual reveste-se de enganosa simplicidade.
A brincadeira Charlie Charlie, não é tão inocente quanto parece e muitos jovens já estão sofrendo as consequências danosas dessa brincadeira em suas vidas.
Para bem compreender o mecanismo por trás dessa prática e suas implicações, pais e educadores, precisam deixar de lado o preconceito religioso e buscar informações no campo da doutrina espírita que esclarece acerca da comunicabilidade com os Espíritos. Negar essa realidade, tão presente nas escolas entre os jovens, é ignorar que muitos jovens fazem uso dessas práticas, que respondem por comportamentos agressivos, depressivos, seguidos de mudanças de comportamento que vão desde o isolamento a crises nervosas de choro e síndrome de pânico.
A família e a escola precisa criar espaço para discutir com o jovem questões de seu interesse, favorecendo a que o jovem possa falar sobre práticas que ocorrem dentro da escola e em seus grupos.


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